Desabafo

O Risco está aí

Beatriz Estellita · Agosto de 2026 · 2 min de leitura

Hoje foi uma tarde louca, de caos e palavras que saíam de mim que nem pipoca em dia de circo, sem parar. Mas sem o guaraná pra adoçar. Teve gente chegando, teve gente perguntando, planejamento individual começando, reuniões, recrutamento, planejamento, ideias chegando e não vi algo espreitando. Não observei, não senti, na correria de fazer o melhor, na mais alta performance, num movimento intenso, de dias em autoquestionamento.

A voz da garganta acabou. Parou. Cessou. Silenciou.

Mas por dentro, a gritaria já existia há dias, semanas, meses. E no auge do silêncio primário, finalmente me dei ao luxo de ouvir o necessário: minha mente, e a sabedoria de quem não mente, a nossa voz interna, que quando não nos percebemos e nos esquecemos dos nossos limites, valores e práticas, grita de um jeito surdo, coerente e tão insistente. Que saco, né, quando a gente só quer produzir e fingir que aquilo não estava ali.

Mas como diz a frase: "Eu tenho tanta pressa que preciso ir devagar". Já pensou nisso? É você mesmo, ou acha que é só comigo? Dá até vontade de rir, já se perdeu tanto em amar o que faz na profissão que, por um período, esqueceu de ouvir aquele ruído que diz:

"Cuidado, tá indo muito rápido isso aí!"

Mas a gente, quando quer algo, é que nem carrinho de rolimã desgovernado na ladeira: o freio é a sola do pé e a mãe fica na porta gritando "Valha-me, minha Nossa Senhora!" e seja o que Deus quiser. Mas é isso que Ele quer? Eu duvido!

E isso tudo, na verdade, é um desabafo de uma mulher e empresária que, no meio da sua preocupação em manter seus liderados sãos e salvos, por um momento esqueceu que quem cuida de riscos psicossociais também merece ser olhado, aceito e abraçado.

Seja sempre sua primeira opção. E lembre-se: ouça sempre tua mente!

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