Poesia

Voa

Beatriz Estellita · Agosto de 2026 · 2 min de leitura

Aquele networking que você não quis ir, lembra? Estava atrasado para algo que nem se lembra. Espera, volta, procura, será que a vida está trancada para o lado de fora da rua? Que medo é esse, parceiro e parceira, para com isso e olha logo para esse medo do infinito, que coisa de malandro matuto, e quem diria, hein, logo você com toda essa pinta de astuto.

Mas isso é mais comum do que realmente dizem, sabia, nem toda louça suja está dentro da sua pia, já olhou na própria "sabedoria"? Ah sim, às vezes esqueço das pessoas com a fama de Alecrim, aquele, o dourado, sabe? Que no campo nasceu e nem precisou ser semeado. Quem diria, não é, que se não regar da raiz, assim como na música de Chico, da Beatriz, a vida fica por um triz.

Que medo é esse de olhar para dentro de si, medo de ver o que só eu vi? Você também viu? Putz, esse trem já partiu. Sua vida passou, no auge da sua megalomania (de si) nem viu que a nuvem que te encobria se esvaiu e o sol surgiu.

Como Freud explicou certa vez, o recalque, quando originado, se ramifica, se amplifica, ele não se mostra assim de primeira, às vezes não há enigma e reconstrução que mostrem o caminho de antemão. Mas isso é o de menos, sabia, às vezes chegar lá na origem, se é que é possível, não faz tanta diferença, o que vale é o quanto você criou de autonomia sobre si, sobre suas emoções, para de enumerar seus medos e tristezas, alinha seus "divertidamente" e toma o controle desses botões, desse painel de emoções.

Como uma vez um professor falou, que transitar do amor ao saber para o apego à ignorância é que nos faz crescer, se desconstruir para depois encaixar. Que quebra cabeças interessante é você, cada peça linda e colorida, por que só uma cor sai da sua caneta, se na caixa tem mais de trinta?

E aí, já está pronto pra sair de casa e ver o mundo? Enquanto você está aí lendo e procurando a chave "esquecida", está cheio de gente concretizando sonhos. Enquanto você, coisa linda, nem em você mesmo acredita, credo, que agonia.

Levanta e sai vai, põe um sorriso nessa cara, dá tchau pro gato sorridente e escolhe logo qual caminho vai enfrentar, feliz e reluzente.

Até próxima, e vê se não se ignora!

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